domingo, 12 de fevereiro de 2017

COMO NO CARNAVAL

As eleições gerais nas escolas de samba para eleger a campeã  do Carnaval a votação é levada muito a sério com o voto escrito numa listagem colocada em envelope e este guardado em cofre forte nas empresas de segurança até a hora da apuração, causando admiração quando as urnas chegam de carro blindado com guardas armados e são entregues na mesa apuradora mediante recibo.
No Carnaval o entusiasmo toma conta de certas populações pobres faveladas dos morros cariocas destacando-se a campeã do morro do Borel (escola de samba Unidos da Tijuca) e a vice-campeã do morro do Salgueiro (escola de samba Acadêmicos do Salgueiro), ambas as comunidades, vizinhas do bairro da Tijuca no Rio de Janeiro. Prevalecem cenas de risos, gritos, abraços e beijos e também de tristezas, choros e lamentações independente do resultado das eleições da campeã e da vice, numa disputa honesta voto a voto, para quem encara o carnaval como o único período de glória, ostentação, luxo e riqueza das suas vidas.
Se a República do Brasil levasse seus interesses com a mesma seriedade de uma escola de samba do Rio de Janeiro o nosso país seria campeão de probidade e honestidade em benefício do próprio povo brasileiro. Nas eleições gerais democráticas do Brasil, onde será avaliado o destino da Pátria, as eleições se realizam num ambiente sem nenhum entusiasmo e sem segurança no resultado, a mercê de uma máquina eletrônica virtual que pode ser manipulada alterando os resultados por qualquer “hacker” que tenha acesso ao sistema. Geralmente só prevalece a tristeza.

Ir Torres de Melo


“A VERDADE É A ÚNICO TERRENO SEGURO QUE PODEMOS PISAR”  
ELIZABETH CADY STANTON (1815 – 1902)

    “UMA SOCIEDADE DE OVELHAS COSTUMA DAR LUGAR A UM ESTADO DE LOBOS”                                                                                                             JOSÉ MANUEL DE ALMEIDA

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