domingo, 8 de janeiro de 2017

ESOTÉRICO & EXOTÉRICO


Crédito: www.bandab.com.br
Lembro-me que em 2013 um certo membro do TMR, de outras paragens, me questionara se pratico o esoterismo com "s" ou o exoterismo com "x". Disse-lhe que pratico os dois, cada um no seu momento adequado. Por exemplo, este blog "Pela Ordem" tem função especialmente exotérica, diferentemente do blog "Hermetismo" - www.hermetismo.net que tem conteúdo esotérico. O que ocorre exotericamente na maçonaria deve chegar a todos: o de bom e o de ruim. Cabe-nos escolher os melhores dentre nós para dirigir nossas instituições maçônicas para que prevaleça o bem e o bom para ser divulgado, mas NUNCA esconder sujeira debaixo dos tapetes. A pergunta na ocasião de parecer inocente,  tinha a conotação de dar sentido espúrio ao exoterismo, tinha intenção de formar consenso para condenar quem expusesse a sujeira da "corte" que deveria ficar no seio do alto clero, longe da comunidade maçônica e da sociedade em geral. A sujeira deveria ficar dentro de casa como se lá fosse uma grande lavanderia... 

Como estará aquele Ir. do TMR de 2013... servindo e se curvando a qualquer senhorio desde que receba faixão azul? 

Essa atitude bem se parece com a de determinados elementos integrantes de alguns tribunais... como continuam lá, parece que exotericamente está tudo bem, mas mas na alma, no carma, espiritualmente, esotericamente... penso que não! 


Ir. Edson Monteiro

-o0o-


"Vejam duas palavras muito semelhantes, mas de significado totalmente diferente. O “Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa – Aurélio” nos relata:

- ESOTÉRICO: 1)diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era reservado aos discípulos completamente instruídos. 2) todo ensinamento ensinado a circulo restrito e fechado de ouvintes. 3) diz-se de ensinamento ligado ao ocultismo. 4) compreensível apenas por poucos; obscuro; hermético.

- EXOTÉRICO: 1)diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era transmitido ao publico sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser exposto, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.
Referente à Maçonaria, temos alguns relatos de conceituados Mestres: 

Octaviano Bastos: “na Maçonaria, a parte esotérica ou interna só é conhecida dos estudiosos e compreendida dos homens de alma e faculdades privilegiadas, e por isso o esoterismo da Ordem constitui a Iniciação íntima em todos os segredos e tendências Maçônicas”.

Albert G. Mackey: “as palavras esoterikós, interno, e exoterikós, externo, derivam do grego e foram usadas, em primeiro lugar, por Pitágoras, cuja filosofia foi dividida em exotérica, isto é, aquela que ensinava a todos; e a esotérica, ou aquela ensinada a alguns poucos selecionados; dessa forma, os seus discípulos foram divididos em duas classes, de acordo com o grau de Iniciação que tinham atingido... esse modo dúplice de instrução foi imitado por Pitágoras dos sacerdotes egípcios, cuja teologia eram de duas espécies – uma exotérica dirigida para o público em geral e a outra esotérica, e limitada a um número selecionado de sacerdotes e aos que possuíam ou estavam para receber o poder real. Dois séculos mais tarde, Aristóteles adotou o sistema de Pitágoras, e no Liceu de Atenas, de manhã, comunicava aos discípulos selecionados as suas sutis e ocultas doutrinas, e a tarde, ensinava sobre assuntos elementares a uma assistência indistinta”.

Nicola Aslan: “como em todas as escolas filosóficas e iniciáticas são inúmeros aqueles que não passam do umbral. Por isso, inúmeros maçons, que não passaram do estudo do aspecto social da maçonaria, não tendo conseguido compreender ou se interessar ao aspecto esotérico e iniciático da instituição, tem-se mostrado desiludidos. Porem, se por seus próprios esforços conseguirem retirar a venda  que tem sobre os olhos, há de lhes aparecer uma visão deslumbrante da “Luz” iniciática e maçônica”.



M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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