AONDE VAIS!
Segundo a sabedoria chinesa "Uma caminhada de mil milhas começa com um passo", como nos ensina também a velha sabedoria japonesa "Não há vento bom, quando não sabemos aonde chegar!"
Estes dois aforismos de antigos mestres deveriam balizar o pensamento dos formuladores da política nacional, já, que o pensamento da Escola Superior de Guerra foi defenestrado pelos governos da Nova República, muito embora, permaneçam atuais e pertinentes, devendo ser repensados. Os atuais governantes falam muito, em democracia... mas, que democracia? Seria democrático desviar polpudo imposto que o pobre trabalhador brasileiro paga pelo feijão de cada dia para políticos corruptos bandearem-no para as hostes petistas? No episódio do mensalão, constatamos, ao vivo e a cores, o flagelo do rei. O rei está nu. Atordoados com o apoio popular do julgamento da ação 470 do STF e atônitos com a possibilidade de, rapidamente, sofrerem um revés político e sumirem as mordomias, vemos o cenário político alterar-se, a corja que se instalou no poder percebe que quem está sendo julgado não é apenas aquele que está sentado no banco dos réus, mas toda a gentalha que aparelhou o estado brasileiro, afrouxou as normas de conduta, falseou a verdade e deturpou os bons costumes. De concreto, temos um país sem segurança, uma população à mercê da bandidagem. Qual será a voz das urnas? Tergiversará sobre seu bem mais valioso que é sua vida? Onde pensa que desembocará a matança de jovens, enquanto os ladrões recebem bolsa prisão para assassinar inocentes? Os proclamas já correm, nos comitês de campanha: Rei morto, rei posto!
E que espera alcançar o nosso ministro da fazenda, distribuindo benesses à indústria automobilista? Vai permitir à GM reforçar o caixa de campanha de Obama, enquanto o Ministro Patriota esperneia junto à OMC, na questão dos subsídios de alguns produtos agrícolas americanos? Onde pensa que vai um governo que não sabe bem o que quer, em termos de relações internacionais? Pautamos a doutrina econômica pela Heterodoxia ou Ortodoxia? E a política externa é pela 3ª via de governos anteriores ou a denominação agora é multilateralidade? E a interna, agora não é mais privatização? É concessão? E quem pagará a conta do sucateamento de nossas ferrovias? Como ficará a situação do atual governo que perpassou ao eleitor a ideia de continuísmo econômico, apoiada pelo seu criador que enganava o povo com PIB de 5 ou 6% a.a, enquanto, o restante da América Latina crescia muito mais, surfando nas commodities dos emergentes e agora com PIB de 2% ao ano, resolve incentivar o consumo de uma população 43% endividada? Qual a mágica do consumismo? Combinaram com os banqueiros ou o contribuinte vai bancar a inadimplência decorrente?
Finalizando, perguntamos: se é possível caminhar para o futuro, desconhecendo que a história repete-se, apenas com outros personagens. Não nos esqueçamos do exemplo de Maria Antonieta que, no auge de sua alienação, sugeriu aos seus conselheiros distribuir brioches para a turba faminta e enfurecida. Como conter o Tsunami monetário decorrente da depreciação do real e o incentivo ao consumo? Como exportar, quando não contemos a desindustrialização? E a noss dívida intern e externa próxima a três trilhões?
Ir. Torres de Melo

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